Uma estratégia no contexto da Primavera Árabe para o reforço da segurança energética portuguesa face à importação de hidrocarbonetos da Argélia


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Emanuel H. dos S. Silva Sebastião
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Major do Exército, licenciado em Engenharia Militar, pela AM, com o Curso de Estado-Maior Conjunto, pelo IESM, pós-graduado e mestre em Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais, pela UAL. Atualmente desempenha funções de coordenador das áreas de infraestruturas e ambiente na Divisão de Recursos do Estado-Maior do Exército.



Resumo


A energia desempenha um papel fundamental na sobrevivência do atual modelo civilizacional humano, assim como as disputas pelo seu controlo constituem um desafio permanente para a segurança dos Estados. Portugal apresenta uma elevada dependência energética do exterior, adicionalmente, em 2011 a Argélia foi o sexto maior exportador de Petróleo e o segundo maior exportador de Gás Natural para Portugal. Face a esta conjuntura e aos efeitos da Primavera Árabe no norte de África, reconhece-se a necessidade de analisar a situação com vista a identificar estratégias para reduzir o risco para Portugal. O artigo subdivide-se numa breve introdução e em três capítulos. Inicia-se justificando a relevância do tema, seguidamente, apresentam-se os conceitos de segurança e segurança energética, depois, caracteriza-se a situação portuguesa e argelina na atualidade e, no capítulo final, propõe-se uma estratégia para Portugal contribuir para a estabilização da Argélia e fazer face à situação de redução/interrupção do abastecimento argelino de Petróleo e Gás Natural, apresentando-se três Linhas de Ação Estratégica para reforço da segurança energética portuguesa relativamente à importação de hidrocarbonetos da Argélia, no contexto da Primavera Árabe. Para Portugal salvaguardar a segurança energética face ao abastecimento argelino de hidrocarbonetos deve fazer uma abordagem crítica, focada em influenciar a Argélia no sentido do progresso, do aprofundamento da democracia e da estabilidade, através do desenvolvimento económico, social e político e uma abordagem neo-realista, baseada na diversificação das fontes de abastecimento de hidrocarbonetos, incremento da utilização de recursos endógenos renováveis, manutenção e desenvolvimento de reservas estratégicas e planeamento de alternativas para o abastecimento energético. Nesse sentido, identificam-se três Linhas de Ação Estratégica (LAE): LAE 1 - Apoiar o desenvolvimento argelino e melhorar a balança comercial portuguesa; LAE 2 - Investir nos recursos endógenos para produção de energia; LAE 3 – Alargar as opções para importação de Gás Natural. A melhor opção para a situação portuguesa é uma abordagem integrada através da adoção de políticas que permitam atuar simultaneamente nas três LAE identificadas.



Palavras-chave


Segurança energética; hidrocarbonetos; Argélia; Portugal; Primavera Árabe



Como citar este artigo


Sebastião, Emanuel (2014). "Uma estratégia no contexto da Primavera Árabe para o reforço da segurança energética portuguesa face à importação de hidrocarbonetos da Argélia". JANUS.NET e-journal of International Relations, Vol. 5, N.º 1, Maio-Outubro 2014. Consultado [online] em data da última consulta, observare.ual.pt/janus.net/pt_vol5_n1_art6



Artigo recebido em 9 de Fevereiro de 2014 e aceite para publicação em 10 de Março de 2014

Países Manganês


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Maria Sousa Galito
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Investigadora de pós-doutoramento no Centro de Estudos Africanos, Asiáticos e Latino-americanos (CEsA) do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade de Lisboa (Portugal). Doutorada e Pós-Graduada em Ciências Políticas e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica de Lisboa (Portugal); Mestre em Economia pela Universidade de Nantes (França): licenciada em Economia pela Universidade de Évora (Portugal); concluiu o Curso de Defesa Nacional no Instituto de Defesa Nacional (Ministério dos Negócios Estrangeiros). Participa regularmente em conferências nacionais e internacionais. Autora de artigos em revistas científicas nacionais e internacionais com revisão por pares. As suas principais áreas de investigação são a geopolítica, o terrorismo e a economia.



Resumo


Cheickna Bounajim Cissé escreveu um artigo em Março de 2013 na revista Les Afriques N.º 237, propondo um novo acrónimo, MANGANÊS, para os nove países africanos (Argélia, Angola, Egipto, Etiópia, Gana, Marrocos, Namíbia, Nigéria e África do Sul) que, na sua opinião, irão crescer rapidamente nos próximos anos. O artigo testa a relevância do acrónimo, discute a ideia de agrupar estes países comparando alguns indicadores socioeconómicos, o facto de estes países terem problemas, alguns deles relacionados com o tráfico de droga e terrorismo, que podem colocar em risco a sua sustentabilidade presente e futura.



Palavras-chave


Manganês, economias emergentes, terrorismo, drogas, tráfico



Como citar este artigo


Galito, Maria Sousa (2014). "Países Manganês". JANUS.NET e-journal of International Relations, Vol. 5, N.º 1, Maio-Outubro 2014. Consultado [online] em data da última consulta, observare.ual.pt/janus.net/pt_vol5_n1_art5



Artigo recebido em 2 de Dezembro de 2013 e aceite para publicação em 31 de Janeiro de 2014

El peso de la «tradición» en las negociaciones multilaterales de comercio. El caso de Argentina durante la Ronda Doha


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Julieta Zelicovich
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Magister in International Trade Relations. Ph.D. candidate in International Relations. Scholar of Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET), Argentina. Assistant professor and researcher at Universidad Nacional de Rosario, Rosario (Argentina). Her research areas are multilateral trade negotiations and Argentinean trade foreign policy.



Resumen


El artículo estudia el impacto de la “tradición” como variable dentro de los análisis de política exterior. Considera para ello un caso particular, cual es el de la participación Argentina en las negociaciones multilaterales de comercio. El argumento central señala que para la Argentina la tradición negociadora ha tenido un papel importante como orientador en las acciones de política externa en materia de las negociaciones multilaterales de comercio, especialmente en los momentos de crisis. Y que dentro de esta tradición, la principal variable en la configuración de las opciones de Argentina ha sido la de la estrategia de desarrollo.



Palabras claves


Tradición; Política Exterior; Negociaciones comerciales; OMC; Argentina



Como citar este artículo


Zelicovich, Julieta (2014). "El peso de la «tradición» en las negociaciones multilaterales de comercio. El caso de Argentina durante la Ronda Doha". JANUS.NET e-journal of International Relations, Vol. 5, N.º 1, Mayo-Octobre 2014. Consultado [online] en la fecha de la última visita, observare.ual.pt/janus.net/pt_vol5_n1_art7



Artículo recebido el 18 de Febrero de 2014 y aceptado para publicación en 13 de Marzo de 2014

La lucha de Brasil contra el narcotráfico en la frontera con Colombia. Un acercamiento a los condicionamientos de las amenazas no tradicionales sobre la política exterior


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Emilse Calderón
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Investigadora posdoctoral del Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (CONICET). Docente e investigadora de la Facultad de Ciencia Política y Relaciones Internacionales de la Universidad Nacional de Rosario (Argentina). Doctora en Relaciones Internacionales.



Resumen


En el escenario internacional de posguerra fría, la naturaleza no tradicional de las amenazas a la seguridad condiciona las políticas exteriores de los estados. Ejemplo de ello es la política que despliega Brasil con respecto a la zona de frontera compartida con Colombia en el contexto del desarrollo que ha tenido el narcotráfico desde finales del siglo XX. Este artículo, entonces, propone un breve análisis en torno a la influencia que ejerce la naturaleza no tradicional de la amenaza del tráfico de drogas sobre el diseño de política exterior brasileño entre los años 1999 y 2010.



Palabras claves


Amenazas no tradicionales; Política exterior; Narcotráfico; Brasil; Frontera colombiana



Como citar este artículo


Calderón, Emilse (2014). "La lucha de Brasil contra el narcotráfico en la frontera con Colombia. Un acercamiento a los condicionamientos de las amenazas no tradicionales sobre la política exterior". JANUS.NET e-journal of International Relations, Vol. 5, N.º 1, Mayo-Octobre 2014. Consultado [online] en la fecha de la última visita, observare.ual.pt/janus.net/pt_vol5_n1_art1



Artículo recebido el 18 de Febrero y aceptado para publicación en 7 de Marzo de 2014

Ásia Central: os meandros da História e da Geografia


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Paulo Duarte
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Doutorando em Relações Internacionais no ISCSP (Portugal). Investigador no Instituto do Oriente em Lisboa. A sua pesquisa tem como foco a presença chinesa na Ásia Central, a segurança energética, a competição entre as Grandes Potências pelo acesso ao petróleo e gás natural na Ásia Central, entre outros assuntos.



Resumo


O presente artigo tem como objetivo destacar as principais caraterísticas históricas e geopolíticas da Ásia Central, uma região que leva autores como Brzezinski (1997: 30) a afirmar que “quem controlar esse espaço, governará o planeta”, ligando, por outro lado, a durabilidade da hegemonia norte-americana à política de Washington na região. Por que é a Ásia Central importante no quadro do sistema internacional? O argumento central é o de que esta é uma região de grande importância na conjuntura económica atual, em resultado da sua história, geografia e posição estratégica enquanto elo de ligação entre o Ocidente e o Oriente, espaço de afirmação e competição das grandes potências.



Palavras-chave


Ásia Central; História; Geopolítica; Espaço pós-soviético; Repúblicas centro-asiáticas



Como citar este artigo


Duarte, Paulo (2014). "Ásia Central: os meandros da História e da Geografia". JANUS.NET e-journal of International Relations, Vol. 5, N.º 1, Maio-Outubro 2014. Consultado [online] em data da última consulta, observare.ual.pt/janus.net/pt_vol5_n1_art4



Artigo recebido em 28 de Fevereiro de 2014 e aceite para publicação em 7 de Abril de 2014